sexta-feira, 8 de dezembro de 2017








Os_ P r í n c i p e s:  quando F e r i d o s
p r e c i s a m  decidir  R e c o n s t r u i r
por si só a vida.

Porem B E M   definida  





Era final da tarde, agora estava tudo bem.

O risco maior já havia passado.

O Jovem sobrevivente da Guerra desperta depois de 5 dias que a guerra havia terminado. O moço desmaiou de vez, estava por demais exausto, não percebera que havia dormido um sono profundo.

Não tinha ideia se a Guerra havia acabado ou não. Não sabia se quem havia vencido era o Reino de seu Pai ou do inimigo. Por não ter certeza, ele não podia parar de seguir e continuar até encontrar um informante real do Rei, ou da tropa oficial para dizer quem havia vencido.


Tinha que continuar vigilante com tudo ao redor. E consigo mesmo, para não ferir nem atingir nada que fosse inocente.


Mas estava cansado. Podia ter morrido enquanto dormia. Por diversas vezes poderiam talvez ( se o inimigo estivesse perto, )  ter  sido destruído com tudo ao seu redor. Mas de uma forma milagrosa o Jovem foi Guardado e seguia bem. Estava tudo quieto e aparentemente em Paz.

- Onde estava ?

Perguntou a si mesmo o Filho sobrevivente do Rei que seu Reinado, acabara de sofrer uma Batalha. Não sabia nem o que pensar. Na Guerra que se havia terminado, no que havia visto dela, o que realmente causou tudo isso, a falta de atuação e preparação mais devida do Reino... não sabia exatamente o que pensar ou o que dizer. A culpa por não ter sido talvez um Príncipe antes mais atencioso, lhe provocava a dor, por tantos horrores vindos da Guerra


- Dá pra ser um Príncipe?

Dizia em um tom fúnebre para si mesmo. Estava cansado, aborrecido, exausto, desgostado e atrapalhado das idéias. Não que fosse fazer algo de mal. Não. Alias ele era filho do Rei Soberano e era treinado para o viver. Mas estava nos tempos do olhar e verificar os aborrecimentos da Guerra.

Tudo a mesma coisa nada muda. Todo mundo igual, cada um preocupado consigo mesmo e seus interesses, no tempo que quer, ninguém mais educado, ninguém mais com senso de pensamento no lugar, cada um com a sua maneira, desvairada e por vezes parecendo louca de se viver.

Quem se interessou para evitar essa Guerra ? Quem se interessou para que nada terminasse assim ? O Rei, enquanto tinha vida, havia falado, varias e varias vezes, sobre o dever de Reinarem e se preparem para serem sempre BONS, era o que o velho sempre dizia, ser mal não era o desejo do rapaz e não era isso que ele iria ser
- Mas pra que se preocupar ? dizia para si -  Ninguém liga pra nada! Vou eu me mexer?

Era o que na sua tristeza, olhava para as folhas caídas do tempo seco pela fumaça da Guerra.


Lembrava de sua mãe que dizia: - Você deve ser um moço bom, para receber e encontrar as chaves do Reino, o Mistério do Ambiente e uma boa moça ao seu lado.


- Acontece que essas chaves nunca apareceram, e Mistério é ilusão e a moça!... A Moça ela nunca existiu mamãe! Dizia em silencio em seu coração, esperando a hora de morrer

Estava fraco, esgotado da luta. Não tinha mais o que fazer, ou lutar, ou esperar, ou ansiar, ou viver, ou querer ser.
Bastasse só respirar e depois poder andar e ir para o seu canto. Era o suficiente. Nada mais queria de ninguém a lugar nenhum. Paz apenas, bastava.

Nada acontecia ao redor. O jovem ia caminhando de passo em passo, mas nada via. Então a fome se instalou, com ela a fraqueza e não conseguia mais se levantar. Não tinha forças para andar.


Os ossos secos, garganta fechando, sem ter um gole de água. Cansado de andar e procurar para onde ir, a pele se apegava aos doloridos ossos que já não se mexiam sobre o chão. Grama verde além das folhas secas, tudo lindo, mas nenhum sinal de que a Guerra havia acabado ou que alguém havia sobrevivido, ou quem seria o Vencedor.

E a Princesa ?  A Princesa nunca apareceu. Ela era um mito que se dizia existir, pensava o jovem. Ponderando que os Pais lhe animaram na questão só para o rapaz ter força de vontade de seguir a vida. 
Mas de tanto que falavam dela na cabeça e tanto o que moço a procurou e nada de encontrar o seu Reinado. Estava desistindo de tudo, principalmente da Moça. Onde com ela se encontrava os Segredos do Reinado do Pai.

Não se sentia bem em nada. Há muito que não sentia carinho nem amor. Não havia afeto em seus dias e nada que fazia resultava em alguma coisa.


Tudo isso converteu o Moço em alguém que jamais fora. Irreconhecível e esgotado pela vida.  

Se tivesse forças, não seria o melhor do momento. Porque não saberia lidar nem o com poder, nem com a força que teria. 
Estava revoltado, nervoso. Se levantaria para travar uma guerra e matar todas as arvores e animais que visse pela frente, sem contar que escolheria colocar fogo em toda a floresta, pra ver o que ia acontecer. Afinal. Andar direitinho, fazer o bom, nada adiantou.


- Nunca adiantou. Pensava agora, ninguém se preocupa mais em andar direitinho, em valorizar as lagrimas e petições do próximo, em corresponder as mensagens afetivas dos que o consideram, de oferecer uma atitude clara do que é ser Nobre e Real.
Estava ele cansado, velho como se tivesse vivido tanto! Como se fora dono de Milhões de acontecimentos.


E a verdade é que ele envelhecera repentinamente. Questão de pouco tempo.
Sua idade física pouco influenciara, era novo, cuidado, e muito bem apresentável.


Mas não se conhecia mais o mesmo jovem de antes. O que se via era alguém que envelheceu e estava morrendo, se de alguma parte, não acontecesse socorro.

Contrariava-se por não ter tido cuidados, por não ter ouvido o Pai, por ter sido pego de surpresa, por não ter conseguido vencer o inimigo na Guerra

Mas quem garantia que ele havia perdido ou ganho na Guerra ?
Não podia se render, afinal não sabia do resultado final. E se agora que a Batalha parecia evidente que terminara, não podia entregar –se sem inteirar-se do que havia acontecido.

Mas o tempo se passou, e ninguém passou para avisar como estava um sinal Real do Reino

Então o filho Guerreiro escolhido do Rei, se sentiu abandonado. Não era, mas os tempos de Guerra trouxe somente essa visão a ele.

Foi caminhando aos poucos até encontrar uma arvore, onde havia frutos que de prontos caiam na cabeça de quem via e passava


Depois de muito tempo de solidão a sós. Ao se aproximar-se da Arvore, voltou a descansar e quando acordava se colocava a falar e reclamar consigo mesmo, sem parar, seu nervoso era extenso e sabia que tinha de expressa-lo para não destruir a nada, nem a si mesmo, guardando o que sentia.

O Velho novo, mais uma vez começou a falar quando escutou uma voz:


- Lá vem de novo, o Rapazinho  reclamar por estar sozinho, abandonado, deixado e esquecido. – Outra vez, destruindo o caminho de esperança que tem pela frente!


Olhou em volta e não viu ninguém, olhou para cima encontrou a arvore dizendo:

- Eu estou aqui, cuidando de você, batendo na sua cabeça pelo menos uma vez por dia para ver se acorda, se alimenta, se levanta, se acredita de novo na vida, se se desperta, se vai de encontro ao Reino... e nada. Até filtro o Ar ao se redor, para que respire melhor..

- A Sra fala ?
- Falo sim
 - Há.. eu não quero mais nada, estou desacreditado
- Desacreditado de que ? Sendo que esta vivo! ?


- Essa guerra não era pra acontecer, meu Pai tinha avisado que nada disso era pra ter sucedido e...


- Claro que o Rei sempre diz para agirmos e socorrermos as pessoas e os nossos deveres em tempo devido e nunca atrasado, mas se está vivo, tem alguma razão!


- Não pra mim não tem razão. Pra mim tanto faz. Disse o velho jovem conversando com a amiga e conselheira Arvore.
- Eles sempre dizem isso
- Eles quem ?
- Os Príncipes

- Príncipes ?

- É cada vez que tem uma guerra, e não chegam até a Fortaleza que deveriam, saem reclamando da vida, da sorte, dos ares, dos mares, de tudo o que existiu ou que deixou de existir.

- Então..
- É você não é o primeiro a se decepcionar com o caminho da Guerra meu Jovem

- E porque tanta decepção ?

- Porque aqui não é o lugar das glórias, aqui é só o caminho para a Fortaleza

- Mas..

- Está querendo chegar à Coroação ou saber da Guerra pelo caminho da Fortaleza ? Por aqui não. Não conseguirá saber

- E o que eu tenho que fazer ?

- Terá que vencer os seus Gigantes do caminho e chegar a Cidade Real

- E que Gigantes são esses ?

- Nada e ninguém, além do que o que você sente por dentro

- O que eu sinto por dentro ? Perguntou o Velho Jovem

- Sim

- Me explica melhor, como assim ?

- Cada vez que os Monstros que estiverem dentro de você impedindo que tenha coragem e lute pela vida, a partir de agora você encontrará um Gigante do tamanho deles

- E como vou vence-los ?

- Quando você vencer primeiro os Gigantes dentro de você


Só de pensar em ter se levantar e ir para a Cidade Real, o Jovem emocionou-se que ficou fraco e se cansou em saúde debilitada. Lembrou se de tantas guerras passadas, que preferiu sentar-se de novo e descansar. Estava ainda aborrecido demais, angustiado e frustrado. Não adiantava ir ao caminho assim, fraco ele perderia.


- Há deixa pra lá Dna Arvore, não quero mais nada da vida.


Ajuntou algumas folhas secas, enrolou num pano de uma blusa rasgada e fez seu travesseiro. Dormiu. Preferiu não pensar no que tinha que lidar, nos Reinos que teria que vencer, para chegar a Cidade Real. Mesmo sem saber se o Pai ganhara a Guerra ou não.





https://www.youtube.com/watch?v=_qjCP1twDR0
Bob Fitts - Constant Companion from I Will Bow

sábado, 21 de outubro de 2017







Os P r í n c i p e s:  se definem por sí só
em tempos de D i f i c u l d a d e  




Aos remédios o Rei dormiu, desmaiou sobre seu próprio descanso e adormeceu. Erasmo passou vigiando a noite toda, aguardando para que tudo estivesse bem na manhã seguinte

Os filhos foram convocados para a notícia sobre o Reinado

- Vocês terão que seguir suas vidas a sós – disse Erasmo para os filhos do Rei
- Enquanto o Rei está angustiado e atribulado, terão de cuidar das coisas do Reino, para serem devidamente preservadas

De certa forma era um choque grande para todos, sempre o Rei fora tão bem de saúde, sempre forte, mente esclarecida, entendido, equilibrado... a pergunta que não queria calar.. – O que está desequilibrando tanto o Rei ?


Assustados mais se tornaram, quando pela manhã o Rei se despertou aos gritos correndo pela casa, jamais se ouvira ou vira isso antes.. nunca o juízo do Rei se perdeu..

Era a ferida do seu coração. A Perca do Filho não lhe dava outra opção, por mais que tentasse se controlar, era a reação e expressão da perca.

Se pudesse até os confins da Terra, mandava chamar Eduardo, mas não podia. O Filho havia se escondido talvez, e só ele com o coração reapareceria, se fosse o escolhido.

- Meu filho, meu filho, o que fiz com você? O que vou fazer com você ? Se foi!... se perdeu... morreu?!! Não, não é possível que tenha morrido, de tantos os meus cuidados, por que... por que... fui sair do meu lugar...


O Rei rodava por sua casa, as lágrimas e ao choro, nada lhe convencia, nada lhe animava, nada o distraia, nada o alegrava.
Dia e noite, noite e dia, procurava notícias e nada se sabia do Filho desaparecido.

De distraídos os filhos começaram a se atentar, porque nunca viram o Pai tão sofredor

Não ligavam tanto para as Instruções do Pai, visto que ELE tinha todo o poder, sabiam que por si só ELE poderia fazer todas as coisas no reino, e isso trazia um certo conforto e abandono pelo cuidado maior pelo Reino.
Mas agora o Pai estava doente. Algo fora do comum, era questão de saúde, tinha que se agir de alguma maneira
Apressado Aureo, o disposto Displicente, se colocou em frente do assunto

- Eu vou, eu irei e procurarei por Eduardo, vou traze-lo a qualquer custa, vou dar um jeito de ele volte e se torne Herdeiro. Não me importo de perder o Trono, contato que Papai seja restabelecido está bem. Seja feita a vontade de Papai


Nem esperou a reunião terminar e Erasmo finalmente decidir o que seria melhor para os filhos do Rei, conforme a Lei do Reinado estabelecia

Saiu Repentino Aureo, a procura de Eduardo
Izaque Correios, que era muito inteligente, sempre havia estudado sobre leis e as direções do Reinado, viu que a necessidade de manter o juízo de todo o povo em meio a uma aparente fraqueza do Rei, era necessário
Nunca parecia dar mesmo ouvido as Palavras do Pai, em atenção da maneira como o Pai ansiava, mas na hora do perigo e do problema eminente, o menino se levantava em juízo devidamente.

Acontece que Izaque fugia da pressão diária, de ser o Rei, de tantos estudos tinha uma ideia do quanto lhe era os ombros a responsabilidade e por isso não demonstrava tanto cuidado ou interesse pelo reinado. Não que não quisesse ser o Herdeiro sucessor, mas porque aproveitava os poucos tempos de ar leve que julgava lhe restar.

Mas o Pai não sabia que a ausência de demonstração de Interesse de Izaque era um forma de leveza em preparo, parecia claramente que ele não queria ser o Herdeiro.

- Eu tomo conta das Leis Erasmo, disse o Izaque Conde correios  - Sei do que Papai gosta e do que não gosta, sei o que posso fazer e o que não, também sei como manter o povo em segurança enquanto o Rei não volta ao seu posto

O Rei havia saído de cena por um tempo, o povo desde então estava agitado e preocupado, com uma possível guerra pela notícia.

A hora que souberem que a cidade e o Reino, não tem Rei, podem atacar. Ninguém confiava nos filhos do Rei, afinal todos eram jovens, distantes da real experiência do Reinado e nada poderia garantir que pudessem fazer, numa possível guerra contra todo o povo.

O Reino e as nações vizinhas temiam um grande ataque contra o Rei, poderia ser o fim da Terra e o fim de suas posses
Erasmo não podia negar, quem mais bem preparado poderia tomar a direção do Reino, enquanto o Rei estava doente ?
O próprio Rei havia insistido na preparado de Izaque, ensinando os segredos maiores do Reino! Era a evidencia de que o Rei desejava de alguma forma que Izaque reinasse

- Tudo bem Izaque, mas veja lá, não vá se distrair!, disse Erasmo – Agora já não é um treinamento você está lidando com pessoas e o povo em real

- Esta bem Sr, cumprirei suas ordens
Disse o jovem se retirando para a sala de Reuniões do Estado, os planos de continuidade, e manutenção de alimento, recursos para a Batalha contra os oportunistas de ocasião, melhoria dos armamentos de guerra e os planos de ação futura. Se o Rei não voltasse, ele deveria reforçar o seu preparo.

- Não esqueça, disse Erasmo – De que a guarda tem que ser reforçada

Olhou para Kristersen Inocente, sempre calado e Fiel – Vá então Kristersen, tome cuidado para cuidar de tudo conforme seu Pai te ensinou e guarde todo o cuidado da Cidade
Assim foi o filho Fiel, escalado aos chefe da Guarda, para proteger, e observar se havia algum inimigo a distancia. Cuidava ele de toda a equipe de sentinela para observar se tudo corria bem ao redor de todo o Reino e nações vizinhas.
Cada filho se foi a seu posto, ficou o Consciente Renegado, que não podia fazer nada pelo reúno por causa de sua saúde debilitada, mas uma coisa podia fazer ao Pai
Acompanha-lo dia a dia, e dar-lhe carinho cuidadoso, quando lhe fosse necessário

De certa forma, lá no Coração do Filho Renegado e Consciente, ele se sentia um pouco feliz, porque agora tinha um pouquinho mais da atenção do Pai, e fazer alguma coisa que realmente o fizesse sentir útil ao Pai e algo de muita importância.

- Se eu cuidar dele com muito carinho, talvez possa voltar... pensou Regis Aparecido

Observando a grande importância de ser um Herói para seu Pai o Rei, em tempos de dificuldade

- Não posso ir à guerra, não posso vigiar a cavalaria, não posso dominar as leis todas, mas posso trazer saúde e cura ao Rei, ao meu Pai, em tempo de aparente dor. Pensou o filho que já havia negado o trono.

Todos em busca de Eduardo, em busca da saúde do Rei e da vida do Reino.

Tinha ele idade de viver sozinho, tinha ele força de seguir suas próprias decisões, tinha ele sabedoria para confiar nos ensinamentos do Pai, guardava ele com muito carinhos as mais cuidadosas instruções


Mas a questão não era como ele já sabia viver, mas como  o seu coração estava. Ferido? Decepcionado ? Angustiado?... ou bem ?

Só de pensar nisso, o Rei não comia direito, não descansava direito, nada lhe fazia esquecer a culpa que colocava sobre si.  Se tivesse esperado no Palácio, Eduardo não teria se ido assim.

Os dias foram passando, cada um nos seus postos e não havia sinal de Eduardo, então o Rei percebeu que estava doente, talvez se quisesse mesmo saber o que havia acontecido, deveria agir para que sua saúde estivesse bem, até esperar melhores notícias.

Começou a dar mais atenção aos convites de Aparecido Renegado, quando o convidava pra pescar, pra conversar, pra um lanche da tarde, ou um cafezinho ao ar livre na manhã...
O Rei começou a fazer coisas comuns, naturais que todo o cidadão do reino fazia, sem a pressão do Governo
Plantava Flores, Fazia cerca em seu Jardim favorito, criava patinhos e cisnes enquanto dava a atenção que tanto queria prestar a Regis seu primogênito, gostava de abelhas também e de ver as águias

Tanto que queria um tempo assim, julgava ser apenas quando o trono fosse de outro Herdeiro, mas ali estava com seu filho e com o seu momento de ser humano comum, natural.
Se Eduardo não voltar, ficaria ali, vivendo o seu dia a dia.
Ouviu –se de que talvez Eduardo tivesse buscando um outro Reino, talvez se casado e vivendo bem a distância. Seria verdade? Não se sabe.

O que se sabe é que o Rei estava começando a viver.  A vida que talvez tanto queria.

Regis, registrava todo o momento inesquecível com o Pai, se sentia até melhor pela atenção que tivera, perdoara até as vezes que o Pai esqueceu de lhe abraçar, conversar e olhar. Parecia que não tinha mais nenhuma doença de tão feliz que vivia.
Só o destino Poderoso do Arquiteto, sabia o que poderia ser, o Rei contava com a amizade e lealdade de todos para saber o que se passava com Eduardo.

Uma coisa era evidente, se fora. Se fora disposto a abandonar o Reino. Todos aguardavam consolo, força para seguir.




https://www.youtube.com/watch?v=hAJzOw1Ugkw

Bob Fitts: I Will Bow to You







quarta-feira, 2 de agosto de 2017





   Ao despertar, ainda ouviu as ultimas palavras ditadas e ressoadas do Fiel Escrivão ao terminar o seu diário.

“ - E ele disse: - Porque não dar oportunidade para meu Filho Condez Certeiro ? -  Afinal ele sempre me ouve! E por sinal, com muito carinho e muito bem! Os outros tiveram tanto da minha dedicação, porque não cuidar deste meu Filho que deixei por tanto tempo sem ver? 


A brisa parecia ter tomado outro destino, frente a relva que caia, manhã de um Sol leve, e prometedor, o velho sentia que havia, ainda que poucos ou rápidos, bons tempos por vir.

Sua saúde estava em jogo, não tinha condições de estender um diálogo infinito porque o pouco que tinha de vida em mente, dedicava – o, a seu trabalho para o futuro Reinado.


- É isso mesmo Erasmo, é isso mesmo que vou fazer
- O que meu Senhor?  Perguntou Erasmo, trazendo uma xícara de café enquanto seu Senhor assistia o Sol se levantar surpreendedor
- Vou dar mesmo oportunidade para ele
- Ele quem meu Senhor ?....perguntou o Escrivão quase gaguejando..
- Para meu filho Eduardo, vou dar oportunidade para ele. 

Disse o velho sorridente, não apenas com as certezas do caminho, mas com a alegria das surpresas que viriam através de tal decisão. – E quer saber Erasmo é agora mesmo, venha, vamos. Vamos voltar ao Palácio! Disse o Rei, levantando – se e indo mudar as suas vestes para regressar

- Mas... meu Senhor, o moço talvez nunca esteja sabendo de nada, o Senhor mesmo disse que mesmo próximo, nunca o chamou para perto..

O Velho parou de mexer as suas vestes, olhou para traz, para seu Escrivão, fitando –lhe os olhos e disse:

- É verdade Erasmo, eu nunca o chamei para perto, e de certa forma me arrependo um pouco disso, me dói, nunca lhe havia dado esperança. Uma lágrima cai no rosto do velho, enquanto volta a se sentar por tanta Emoção.
 – E agora amigo Escrivão, não sei como chamá-lo, não sei como faze – lo, parece que nele há um segredo especial, que eu não sei o convidar, embora seja seu Pai e saber que de alguma forma, alguma coisa ficou vivo, e permanente nele, e lhe deu esperanças de permanecer do meu lado. E isso eu enxergo nele, mas me sinto incapaz de estar perto dele neste momento.
 - Meu Senhor ele é seu filho!....e quem sabe se o Senhor...
- Talvez mesmo que as minhas esperanças todas estejam morrendo....seja agora onde todas elas estão mais fortes e vivas que nunca.... e ele se torna mais especial que todos os meus sonhos Erasmo, e isso faz dele tão especial, que não sei como seguir...  mas o que sei é que de alguma forma irei. Disse o Rei.
-Meu Senhor talvez o Senhor precise pensar um pouquinho... dizem que com paz.. todo o destino do futuro se resolve
- Sim Erasmo, e paciência foi o que não me faltou até aqui. 


Disse o Rei, apontando para todos os relatórios longos de tempos e tempos, dias, meses e anos de analise, e continuando disse: 

-  Mas o que me foi dado as mãos é essa Esperança Preciosa, e não há destino do amanhã, sem o presente de Hoje..
- Mas e se o Herdeiro, for outro filho meu Rei?
- Não cabe a mim questionar as ordens do Criador de cada essência antes de mim, mas tenho que seguir com o que vivo hoje, se o Destino for outro, será Certeiro que cuidará de toda ida e jornada, se eu estiver doente e não puder ver, ou andar, ele será o sustento dos meus braços e os meus olhos adiante. Ele será o Mordomo da minha Esperança, e estar com ele me levará onde tiver de ir. – Ficarei com ele.
- Temo que o Senhor ainda não encontre o presente e nem encontre o caminho do seu Herdeiro
 - Ambas as buscas terminaram. Disse o Rei, sem temor. 

Com Ternura, mas um pouco irritado com tanto cansaço.


- Terminaram ? Mas mesmo aparentemente o Senhor sem respostas ? perguntou Erasmo
- Já tenho respostas Erasmo, ainda que não se possa ver. Sorriu o velho Sábio. Sentindo um novo tempo. – Quando elas não são reais e não acontecem, também são respostas com razões mais profundas.
- O que fazer então meu Senhor Rei ?
- Ir atrás das razões mais profundas, ou esquecê-las nas mãos do tempo se for voluntário
- Poderíamos procurar razoes mais profundas Senhor, sua sabedoria sempre encontrará..
- Não Erasmo, não tenho mais saúde para isso. Se o projeto tiver que terminar, termina por aqui.
- Não entendo Senhor, nada de diferente aconteceu, não tivemos nenhuma surpresa, desde quando saímos do palácio em toda a espionagem pelo Reino, tudo segue igual e o Senhor me disse que já tem resposta?
- Sim Erasmo, a maior resposta, não é a que se acha por fora, mas a que se encontra pelo coração conforme cada tempo, experiência, evidencia e consideração tida e recebida até aquela hora.
- Tenho certeza que seu coração, falará com o Senhor meu Rei
- Sim, tive todo o cuidado até aqui, mas não posso menosprezar o presente que me foi dado hoje
- Presente ? O Senhor recebeu presente ?
- Sim, entender que a vida de hoje bem vivida é o encontro do amanhã hoje mesmo, faz toda a diferença.
- Esta bem Senhor, Felicidades e bons caminhos
- Obrigado amigo, irei precisar


Pensar que o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, precisava de bons caminhos, era estranho pronunciar e imaginar, mas trata Ele, de seus filhos, caminhos de seus corações, onde o livre arbítrio construía ou impedia algum traçar.
Então toda a comitiva – os guardas – serviçais – cozinheiros – médicos e enfermeiros da caravana do Rei, e todos os demais, foram convocados para voltarem de viagem, cada um para os seus acomodamentos e ao fim o Rei e seu Escrivão para seu Palácio


Durante o caminho de volta, Erasmo foi observando e vez em quando o Rei voltava a conversar sobre o assunto e então o Escrivão arriscava..


- Rei só uma pergunta se me permite, vossa Majestade
- Sim Erasmo, você é meu amigo, pode perguntar o que quiser, alias a amizade sempre resolverá as maiores e mais detalhistas duvidas
- Graças a vossa Amizade Excelência, posso me sentir tão perto, ó Rei
- Sim, tem minha permissão. Disse o Rei, sorrindo e concluindo – Mas diga-me qual a sua pergunta
- Mas e se o Herdeiro errar? Se ele não acertar ?
- Se ele errar eu o ajudarei, estarei para orientá-lo e apoiá-lo, não haverá nada que venha interferir, apenas uma coisa somente
- Um coisa ?
- Se ele não quiser ser o Herdeiro
- Será que ele quer :?


Assim os dois foram discutindo e observando as razões pelas quais Certeiro poderia ser um bom Herdeiro preparado para o Reinado, o Pai se alegrava a cada momento de expectativas, agora até suspirando um pouco na esperança de quem sabe valer todas as decepções anteriores.
Mas algo inesperadamente acontece na chegada do Rei de volta ao Palácio
O Rei foi comunicado que Certeiro havia se afastado sem rumo, quando ficou sabendo que o Pai tinha ido embora. O Jovem se decepcionou, achou que o Pai sempre o convidaria para uma ocasião como está especial. E sem avisar, simplesmente vai embora e sai da presença de todos e do Palácio.

O jovem se entristeceu tanto por não ser convidado, que organizou seus pertences, preparou-se para uma longa e distante viagem e se foi.
Deixando o Rei , quase a beira do enfarte, e cansaço quando descobriu o que tinha acontecido.

Mais uma vez o Rei lamenta a distancia do Filho, agora daquele que estava sempre próximo. Talvez a dor do Pai, fosse mais acentuada, visto se acostumar com a consciência da companhia mesmo a distancia do Condez

Se pôs a chorar em luto por muitos dias, mandou mensageiros por todas as partes, anunciando que quem encontrasse o conde, poderia ser recompensado pelo comunicado e ter a responsabilidade de avisar que o Pai estava aguardando o seu retorno.

Mas mesmo com a melhor das ofertas e puras intenções, o Condez não foi encontrado. Partira e parecia que era para sempre.
Os dias de angustias do Rei foram tão grande que um certo momento, ele se enfureceu um pouco. Levantou o seu cedro e mandou chamar todos os documentos oficiais do Reino.

Todos estavam assustados com a possível reação do Rei, deprimido por causa de seu Filho distante.
Quando os documentos chegaram, analisou papel por papel, até que encontrou o Testamento que dava o direito do Pai escolher em Herdeiro.

Tomou o papel pela mão chorando e se aproximou das chamas. Rasgou o papel e lançou entre o fogo.
Todos se assustaram!

Estaria o Rei louco? Avançado em pensamentos e em idade? Precisaria ele me médicos? Permitiria alguma vez cuidados?
Ninguém ousava se aproximar para questionar assuntos tão próximos. Mas todos pensavam se aperceber de que o Rei não estava bem.
Ordenou que todos se retirassem da sala do Trono após o Edital ser anunciado, com o qual comunicou:

- A Partir de Hoje, não haverá mais Herdeiro Escolhido pelo Rei

Todos pasmavam e se atemorizavam, porque absolutamente nada no Reino era feito sem a permissão e escolha do Rei, a influencia dELe em todas as coisas, davam sucesso em tudo o que se decidia e fazia. Era como uma maldição o que se fizesse sem a permissão do Rei, ou sua escolha, ou sua bênção!!

Não sabiam o que pensar, nem o que fazer.
Desesperado o Rei ordena que todos saíssem da sala, quase que aos gritos 
Quando Erasmo ia fechando a porta atrás de Si, o Rei disse:

- Erasmo fique, eu vou morrer Erasmo, mas tem umas palavras que eu tenho que te falar antes disso
- Meu Senhor eu não compreendo essa decisão, mas peço que vossa Majestade descanse e logo o Senhor estará bem e conversaremos mais tarde
- Não Erasmo, você tem que saber
- Sim Senhor
- Eu sei onde está o Presente, eu sei onde está a Herança
- O Lugar da Herança!? O Senhor sabe onde fica ? Meu Senhor porque não fomos até lá de forma pessoal?
- Sim, esta depois do Bosque, por detrás de toda a Floresta ao Norte, é um Reinado que dificilmente alguém chegará até lá
- Porque não podem chegar lá meu Senhor? São seus súditos valentes?
- Não fomos por que não adiantaria ir sozinho
- Sozinho meu Rei ?
- Sem o Herdeiro Escolhido
- Me desculpe Majestade, mas peço que me explique mais
- Umas das profecias em cumprimento é que aquele Reinado só pode entregar o PRESENTE guardado, se o Herdeiro Realmente estiver presente, e ao lado de seu Pai.
- Então, porque o Senhor saiu ao encontro do Presente, sabendo que não poderia ir ?
- Para chamar a atenção do Herdeiro, para despertar seu coração, para que Ele me viesse ao encontro. Mas não deu certo. E agora até Certeiro me deixou.
- Entendo. E como é esse Reinado meu Senhor ?
- Ali Impera para sempre um Reinado chamado da Purificação e dificilmente alguém é liberado para entrar –lá . 
- E quem Governa por ali meu Rei ?
- É uma Jovem Princesa, seu nome é PUREZA e seu sobrenome é DO REI. 


Princesa PUREZA DO REI, foi constituída ali para ser uma auxiliadora para todo o Reinado não só dela,mas de todos os demais. Com ela está os três PODERES :   A Força de toda a Terra, o Presente que se Busca e a Chave com o Baú do Tesouro para o Futuro Herdeiro.

- Não entendo Senhor, acaba de dizer que não haverá mais Herdeiro, e me desculpe Majestade, mas insisto em entender, o porque o Senhor não foi até ela, para buscar o Presente, preferiu voltar.
- Seria mais conveniente Erasmo, buscar o Presente, depois de ter certeza de quem era o HERDEIRO. É mais seguro também. Ter o tesouro em mãos e a vista de todos, quando já se tem um Dono, livra o próprio Tesouro de toda a cobiça alheia.

Então o Rei se angustiou mais uma vez ao lembrar de sua Dor, com lagrimas e expressão de sofrimento, segue dizendo a Erasmo

- Mas estou cansado, e como o Herdeiro não foi encontrado em nenhuma parte, rasguei o Testamento. Disse o Rei, encostando sua cabeça ao lado de Erasmo, que estava atônito
- Mas meu Senhor porque rasgou o Testamento ?  Me perdoe em perguntar Majestade
- Exatamente por isso Erasmo, para que seja revelado pela vida, quem é o Herdeiro
- Como assim meu Rei ?
- Quando um Testamento é rasgado, outro entra em vigor. Como eu não posso mais saber quem é o Herdeiro, então a Lei do Reino, passa para o individuo que É o próprio Herdeiro, o poder de ser revelado, manifestado e levado pelo próprio destino até a PRINCESA
- Ele não receberá de mim o Presente. Ele vai encontrar o Presente.
- Mas e se ele não chegar até a PRINCESA PURESA DO REI, depois do Bosque ?
- Então Erasmo tudo estará perdido, e você não tem idéia do que pode acontecer!
Disse o Rei muito mal, e quase sem fôlego


Então Erasmo decidiu que conversassem um pouco mais, mais tarde. Até que talvez o Rei se recuperasse um pouco, da sua calamidade e da sua dor.

O Rei na sua Dor adormeceu com dificuldade, mas o Criador já tinha tudo preparado.
Segundo os calculos do Arquiteto do Universo: Já estava tudo pronto. Só faltava, o momento para se ver. 

Mas para quem via de primeira mão, confirmava que só a volta de Eduardo para acalmar os tumultos do Palácio.

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https://www.youtube.com/watch?v=-sLVQ2jiJYY
I'M HELD BY YOUR LOVE by Karen Lim and Bob Fitts





segunda-feira, 3 de abril de 2017

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Os dias de viagem estavam se findando. 
O Velho estava cansado de procurar presentes em suas viagens, mas nada.  
Nenhum sinal evidente de que o presente pudesse ser significativo aos seus filhos. 
Se não todos, pelo menos a um. O Herdeiro de suas responsabilidades.


E quantas eram. Só os seus súditos conheciam parte de toda aquela sobrevivência imensa de todas as coisas sobre Terra e em questões do Universo.

Durante sua viagem, pode fazer o ultimo analise e cronograma, da personalidade de seus filhos. 
Nas horas vagas de pensamento, retirava um mapa velho e de infância dos pequenos e começava a completar-lhes cada detalhe. Os retoques que iam se definindo no caminho, com suas reações peculiares. Como gostava ele de analisar e lembrar do valor de cada uma delas.


• O Condez Aparecido Regis, o filho mais velho, quase que não vive direito. Sempre doente e impossibilitado de muitas atividades comuns. Pouquíssimas vezes o Pai o via. E nem sempre o moço se apercebia disso. Regis renunciou seu reinado, havia o feito, com o direito de primogenitura desde criança e bebê. Nunca se sentira capaz de tomar conta dos negócios do Pai e sabia que sua saúde não era completa. Preferia viver em Paz, sem a cobrança de todo o Reino. Então numa manhã tranqüila de decisões, o filho passou os seus direitos adiante. Nem por isso, o Pai desconsiderava que ele era o primeiro. Porém sabia que o Trono lhe fora renunciado.

• Já o Condez Isaque Correios, veio para compensar toda a tristeza do Velho. Bonito, formoso a vista, de altura apresentável, cheio de conhecimentos. Era o filho que entendia todo o olhar do Pai. Sem antes que falasse, sabia como o Pai pensava e queria. Era entendido por demais. Em pouco tempo, dava-se a entender que o seu Reinado lhe pertencia. Não havia nada que faltasse em Isaque. Ele era preparado para o Reino. Mas o jovem aprendera sempre a realizar muitos afazeres, e com eles, o vício da demasiada e trágica ocupação, esqueceu do seu tempo de coração com o Pai. Esqueceu-se dos prejuízos de não discernir os tempos. Tinha tudo, usufruía de tudo, sabia manejar bem uma espada e toda a instrução do Reino em suas Leis, mas não conhecera a proximidade mais Fiel do Coração, com o velho sábio. Não tinha tempo para seu Pai. Era muito ocupado e cheio de preparações e projetos. 

Logo o Pai percebeu que talvez não poderia também contar com Condez Correios, o tempo do Coração havia passado, estava esvaindo sem controle.


Tais acontecimentos fizeram do velho a pensar e encontrar tamanha Beleza no Terceiro Filho: 
• Condez Inocente Kristersen,  Homem ponderado. Calado, sem muito sinal ou reação. Mas a tudo atentava, confiava nos ensinos e obediente plenamente as ordens que recebia. Sua Fidelidade era impressionante, parecia a pureza do nascer. Fidelidade esta que valia sempre, milhões de vezes, mais que Ouro puro e do mais Fino. Mas o Pai não soube entender o silencio do Filho, também a sua falta de ação própria por adquirir o que lhe era por direito. O tempo também passou para este Cortez, e o que o Pai esperava que talvez o moço fizesse e fosse atrás, não lhe sobreveio noticia ou ação alguma. Não tinha como esperar mais, a não ser seguir dia a dia, seguir a ver quem era o escolhido e dar a liberdade ao filho de viver os seus dias.

Não bastasse a reverencia de um, e o respeito de consideração silenciosa, causava o espaço e dava a liberdade para outro se expressar: 
• Assim Condez, Repentino Aureo, o filho disposto totalmente, mas displicente, decidiu tomar a cena, e atenção do Pai. Sua forma surpresa de insistir, parecia a Aurora da manhã, no nascer de uma bela esperança, mas tão rápida e breve, mais que passageira, que se vai. Assim, Repentino sempre apressado e objetivo no que queria, nunca tinha tempo para ouvir o que realmente o Pai queria o instruir. Não tinha tempo para aprender, e achava que não necessitava dos ensinos do Pai, e de nenhuma outra instrução para o Reino. Tão dono de si mesmo que passou a ser  o Conde que nunca completara o que iniciava, e nunca se promoveu, sempre procurava esquivar-se do encontro com o Pai em seus ensinos. E fugindo de toda população do Reino. Provocando uma certa distancia com o passar do tempo, enorme. Uma tristeza no Pai, de ver que de nada adiantou a chance de uma oportunidade para tanta disposição. Ele não abrira o coração para a verdadeira preparação.


Com os olhos cheios de lágrimas, cansado de tanto viajar, o velho cheio de Emoções diferenciadas umas das outras, pelos seus filhos, vê as escritas de Eduardo Certeiro, O Cuidadoso, bom ouvidor.  
• Cortez Certeiro, tinha esse nome, porque gostava de treinar o alvo de suas flechas. Poucas vezes as usava, e só quando alguma circunstancia era manifestada a ele, nunca que ele provocasse mal comportamento. Porém manter os olhos atentos, treinados e fixos ao alvo, era uma das máximas analises constantes de Conde, que se tornou Certeiro no tempo certo de tudo o que fazia. Falava um tanto bom, excelente nas horas precisas de decisões, mas gostava muito mais era de se atentar ao que estava a ouvir. Ouvir e atentar era um segredo que Certeiro aprendera desde pequeno. As mínimas reações significavam e falavam muito alto para ele.  Isso porque Conde Eduardo era o filho mais próximo do Pai, o via sempre e acompanhava todos os seus passos, ainda que o Pai não o chamasse diretamente, sabia do seu dever de analisar e acompanhar o que o Pai fazia e isso lhe trazia toda uma preparação necessária. A Fidelidade e permanência do menino, o formou em todo o silencio e quietude de Espírito. Não entendia porque o Pai nunca o chamava para perto. Embora nunca o recusasse também. Mesmo assim continuava em seu dever corretamente. 



O velho via tudo o que Filho fazia, mas não se manifestava, porque tinha outrora no seu coração que o Reino pudesse ser dos Filhos mais velhos. E não podia o Sábio Pai, criar uma esperança falsa no garoto, observava tudo e permanecia calado.

Mas naquela tarde, não fora assim.. O Cansaço da viagem, a decepção por nada encontrar como presente a seus filhos, o dever de voltar para o reinado com mãos vazias e a tristeza por não ver em suas escolhas a completa definição de seu Herdeiro, nem a Esperança do Futuro para seu Reinado, lhe causavam uma carga de emoções tão diferentes ao mesmo tempo que o velho não sabia como sustentar todas elas e escrever o cronograma para Condez Eduardo. Uma lágrima cai em seus olhos, quando o velho pergunta para si mesmo: 

- Será este  o meu Herdeiro? O meu mais novo Filho, o que foi até meu companheiro de silencio a vista?  

Pouco tempo, poucas forças, muito cansaço e grandes assuntos para resolver e nenhum sinal definitivo a vista. 

Todas as outras atenções e esforços se acabam. A Luz da lamparina quase a se apagar já nas altas horas da noite, quando as atenções só tem apenas um destino. Todas as distrações se foram e as tentativas de esperanças se foram. 

Em suas mãos estava o cronograma de Eduardo. Entendia o velho sábio que de todas as tempestades, o que ficam em nossas mãos e coração, são as essencias.

De todos o que lhe findou aos projetos, as esperanças de suas mãos, ao sorriso puro do porvir. – Porque não dar oportunidade para meu Filho Eduardo Certeiro ? -  Afinal ele sempre me ouve! E por sinal, com muito carinho e muito bem! Os outros tiveram tanto da minha dedicação, porque não cuidar deste meu Filho que deixei por tanto tempo sem ver? 


Sorriu o velho, enquanto seus olhos adormeciam, rindo de si mesmo, com uma pequena teimosia de esperança, vendo que ela não morreu. Talvez seja agora, quando não há mais forças em mim, é que a vida vai me retornar o Herdeiro do Trono. Pensou o Sábio, quando adormeceu,  na espera do outro dia.  




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