Os_ P r í n c i p e s: quando F e r i d o s
p r e c i s a m decidir R e c o n s t r u i r
por si só a vida.
Porem B E M definida
Era final da tarde, agora estava tudo bem.
O risco maior já havia passado.
O Jovem sobrevivente da Guerra desperta depois de 5 dias que a guerra havia terminado. O moço desmaiou de vez, estava por demais exausto, não percebera que havia dormido um sono profundo.
Não tinha ideia se a Guerra havia acabado ou não. Não sabia se quem havia vencido era o Reino de seu Pai ou do inimigo. Por não ter certeza, ele não podia parar de seguir e continuar até encontrar um informante real do Rei, ou da tropa oficial para dizer quem havia vencido.
Tinha que continuar vigilante com tudo ao redor. E consigo mesmo, para não ferir nem atingir nada que fosse inocente.
Mas estava cansado. Podia ter morrido enquanto dormia. Por diversas vezes poderiam talvez ( se o inimigo estivesse perto, ) ter sido destruído com tudo ao seu redor. Mas de uma forma milagrosa o Jovem foi Guardado e seguia bem. Estava tudo quieto e aparentemente em Paz.
- Onde estava ?
Perguntou a si mesmo o Filho sobrevivente do Rei que seu Reinado, acabara de sofrer uma Batalha. Não sabia nem o que pensar. Na Guerra que se havia terminado, no que havia visto dela, o que realmente causou tudo isso, a falta de atuação e preparação mais devida do Reino... não sabia exatamente o que pensar ou o que dizer. A culpa por não ter sido talvez um Príncipe antes mais atencioso, lhe provocava a dor, por tantos horrores vindos da Guerra
- Dá pra ser um Príncipe?
Dizia em um tom fúnebre para si mesmo. Estava cansado, aborrecido,
exausto, desgostado e atrapalhado das idéias. Não que fosse fazer algo de mal.
Não. Alias ele era filho do Rei Soberano e era treinado para o viver. Mas
estava nos tempos do olhar e verificar os aborrecimentos da Guerra.
Tudo a mesma coisa nada muda. Todo mundo igual, cada um preocupado consigo mesmo e seus interesses, no tempo que quer, ninguém mais educado, ninguém mais com senso de pensamento no lugar, cada um com a sua maneira, desvairada e por vezes parecendo louca de se viver.
Quem se interessou para evitar essa Guerra ? Quem se interessou para que nada terminasse assim ? O Rei, enquanto tinha vida, havia falado, varias e varias vezes, sobre o dever de Reinarem e se preparem para serem sempre BONS, era o que o velho sempre dizia, ser mal não era o desejo do rapaz e não era isso que ele iria ser
- Mas pra que se preocupar ? dizia para si - Ninguém liga pra nada! Vou eu me
mexer?
Era o que na sua tristeza, olhava para as folhas caídas do tempo seco pela fumaça da Guerra.
Lembrava de sua mãe que dizia: - Você deve ser um moço bom, para receber e encontrar as chaves do Reino, o Mistério do Ambiente e uma boa moça ao seu lado.
- Acontece que essas chaves nunca apareceram, e Mistério é ilusão e a moça!... A Moça ela nunca existiu mamãe! Dizia em silencio em seu coração, esperando a hora de morrer
Estava fraco, esgotado da luta. Não tinha mais o que fazer,
ou lutar, ou esperar, ou ansiar, ou viver, ou querer ser.
Bastasse só respirar e depois poder andar e ir para o seu
canto. Era o suficiente. Nada mais queria de ninguém a lugar nenhum. Paz
apenas, bastava.
Nada acontecia ao redor. O jovem ia caminhando de passo em
passo, mas nada via. Então a fome se instalou, com ela a fraqueza e não
conseguia mais se levantar. Não tinha forças para andar.
Os ossos secos, garganta fechando, sem ter um gole de água. Cansado de andar e procurar para onde ir, a pele se apegava aos doloridos ossos que já não se mexiam sobre o chão. Grama verde além das folhas secas, tudo lindo, mas nenhum sinal de que a Guerra havia acabado ou que alguém havia sobrevivido, ou quem seria o Vencedor.
E a Princesa ? A
Princesa nunca apareceu. Ela era um mito que se dizia existir, pensava o jovem. Ponderando que os Pais lhe animaram na questão só para o rapaz ter força de vontade de seguir a vida.
Mas de tanto que falavam dela na cabeça e tanto o que moço a procurou e nada de encontrar o seu Reinado. Estava desistindo de tudo, principalmente da Moça. Onde com ela se encontrava os Segredos do Reinado do Pai.
Mas de tanto que falavam dela na cabeça e tanto o que moço a procurou e nada de encontrar o seu Reinado. Estava desistindo de tudo, principalmente da Moça. Onde com ela se encontrava os Segredos do Reinado do Pai.
Não se sentia bem em nada. Há muito que não sentia carinho
nem amor. Não havia afeto em seus dias e nada que fazia resultava em alguma
coisa.
Tudo isso converteu o Moço em alguém que jamais fora. Irreconhecível e esgotado pela vida.
Se tivesse forças, não seria o melhor do momento. Porque não saberia lidar nem o com poder, nem com a força que teria.
Estava revoltado, nervoso. Se levantaria para travar uma guerra e matar todas as arvores e animais que visse pela frente, sem contar que escolheria colocar fogo em toda a floresta, pra ver o que ia acontecer. Afinal. Andar direitinho, fazer o bom, nada adiantou.
- Nunca adiantou. Pensava agora, ninguém se preocupa mais em
andar direitinho, em valorizar as lagrimas e petições do próximo, em
corresponder as mensagens afetivas dos que o consideram, de oferecer uma
atitude clara do que é ser Nobre e Real.
Estava ele cansado, velho como se tivesse vivido tanto! Como
se fora dono de Milhões de acontecimentos.
E a verdade é que ele envelhecera repentinamente. Questão de pouco tempo.
Sua idade física pouco influenciara, era novo, cuidado, e muito
bem apresentável.
Mas não se conhecia mais o mesmo jovem de antes. O que se
via era alguém que envelheceu e estava morrendo, se de alguma parte, não
acontecesse socorro.
Contrariava-se por não ter tido cuidados, por não ter ouvido
o Pai, por ter sido pego de surpresa, por não ter conseguido vencer o inimigo na
Guerra
Mas quem garantia que ele havia perdido ou ganho na Guerra ?
Não podia se render, afinal não sabia do resultado final. E
se agora que a Batalha parecia evidente que terminara, não podia entregar –se sem
inteirar-se do que havia acontecido.
Mas o tempo se passou, e ninguém passou para avisar como
estava um sinal Real do Reino
Então o filho Guerreiro escolhido do Rei, se sentiu
abandonado. Não era, mas os tempos de Guerra trouxe somente essa visão a ele.
Foi caminhando aos poucos até encontrar uma arvore, onde
havia frutos que de prontos caiam na cabeça de quem via e passava
Depois de muito tempo de solidão a sós. Ao se aproximar-se
da Arvore, voltou a descansar e quando acordava se colocava a falar e reclamar
consigo mesmo, sem parar, seu nervoso era extenso e sabia que tinha de
expressa-lo para não destruir a nada, nem a si mesmo, guardando o que sentia.
O Velho novo, mais uma vez começou a falar quando escutou uma voz:
- Lá vem de novo, o Rapazinho reclamar por estar sozinho, abandonado,
deixado e esquecido. – Outra vez, destruindo o caminho de esperança que tem
pela frente!
Olhou em volta e não viu ninguém, olhou para cima encontrou a arvore dizendo:
- Eu estou aqui, cuidando de você, batendo na sua cabeça
pelo menos uma vez por dia para ver se acorda, se alimenta, se levanta, se
acredita de novo na vida, se se desperta, se vai de encontro ao Reino... e nada.
Até filtro o Ar ao se redor, para que respire melhor..
- A Sra fala ?
- Falo sim
- Há.. eu não quero
mais nada, estou desacreditado
- Desacreditado de que ? Sendo que esta vivo! ?
- Essa guerra não era pra acontecer, meu Pai tinha avisado que nada disso era pra ter sucedido e...
- Claro que o Rei sempre diz para agirmos e socorrermos as pessoas e os nossos deveres em tempo devido e nunca atrasado, mas se está vivo, tem alguma razão!
- Não pra mim não tem razão. Pra mim tanto faz. Disse o velho jovem conversando com a amiga e conselheira Arvore.
- Eles sempre dizem isso
- Eles quem ?
- Os Príncipes
- Príncipes ?
- É cada vez que tem uma guerra, e não chegam até a
Fortaleza que deveriam, saem reclamando da vida, da sorte, dos ares, dos mares, de tudo o que existiu ou que deixou de
existir.
- Então..
- É você não é o primeiro a se decepcionar com o caminho da
Guerra meu Jovem
- E porque tanta decepção ?
- Porque aqui não é o lugar das glórias, aqui é só o caminho
para a Fortaleza
- Mas..
- Está querendo chegar à Coroação ou saber da Guerra pelo
caminho da Fortaleza ? Por aqui não. Não conseguirá saber
- E o que eu tenho que fazer ?
- Terá que vencer os seus Gigantes do caminho e chegar a
Cidade Real
- E que Gigantes são esses ?
- Nada e ninguém, além do que o que você sente por dentro
- O que eu sinto por dentro ? Perguntou o Velho Jovem
- Sim
- Me explica melhor, como assim ?
- Cada vez que os Monstros que estiverem dentro de você
impedindo que tenha coragem e lute pela vida, a partir de agora você encontrará
um Gigante do tamanho deles
- E como vou vence-los ?
- Quando você vencer primeiro os Gigantes dentro de você
Só de pensar em ter se levantar e ir para a Cidade Real, o Jovem emocionou-se que ficou fraco e se cansou em saúde debilitada. Lembrou se de tantas guerras passadas, que preferiu sentar-se de novo e descansar. Estava ainda aborrecido demais, angustiado e frustrado. Não adiantava ir ao caminho assim, fraco ele perderia.
- Há deixa pra lá Dna Arvore, não quero mais nada da vida.
Ajuntou algumas folhas secas, enrolou num pano de uma blusa rasgada e fez seu travesseiro. Dormiu. Preferiu não pensar no que tinha que lidar, nos Reinos que teria que vencer, para chegar a Cidade Real. Mesmo sem saber se o Pai ganhara a Guerra ou não.
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