sábado, 21 de outubro de 2017







Os P r í n c i p e s:  se definem por sí só
em tempos de D i f i c u l d a d e  




Aos remédios o Rei dormiu, desmaiou sobre seu próprio descanso e adormeceu. Erasmo passou vigiando a noite toda, aguardando para que tudo estivesse bem na manhã seguinte

Os filhos foram convocados para a notícia sobre o Reinado

- Vocês terão que seguir suas vidas a sós – disse Erasmo para os filhos do Rei
- Enquanto o Rei está angustiado e atribulado, terão de cuidar das coisas do Reino, para serem devidamente preservadas

De certa forma era um choque grande para todos, sempre o Rei fora tão bem de saúde, sempre forte, mente esclarecida, entendido, equilibrado... a pergunta que não queria calar.. – O que está desequilibrando tanto o Rei ?


Assustados mais se tornaram, quando pela manhã o Rei se despertou aos gritos correndo pela casa, jamais se ouvira ou vira isso antes.. nunca o juízo do Rei se perdeu..

Era a ferida do seu coração. A Perca do Filho não lhe dava outra opção, por mais que tentasse se controlar, era a reação e expressão da perca.

Se pudesse até os confins da Terra, mandava chamar Eduardo, mas não podia. O Filho havia se escondido talvez, e só ele com o coração reapareceria, se fosse o escolhido.

- Meu filho, meu filho, o que fiz com você? O que vou fazer com você ? Se foi!... se perdeu... morreu?!! Não, não é possível que tenha morrido, de tantos os meus cuidados, por que... por que... fui sair do meu lugar...


O Rei rodava por sua casa, as lágrimas e ao choro, nada lhe convencia, nada lhe animava, nada o distraia, nada o alegrava.
Dia e noite, noite e dia, procurava notícias e nada se sabia do Filho desaparecido.

De distraídos os filhos começaram a se atentar, porque nunca viram o Pai tão sofredor

Não ligavam tanto para as Instruções do Pai, visto que ELE tinha todo o poder, sabiam que por si só ELE poderia fazer todas as coisas no reino, e isso trazia um certo conforto e abandono pelo cuidado maior pelo Reino.
Mas agora o Pai estava doente. Algo fora do comum, era questão de saúde, tinha que se agir de alguma maneira
Apressado Aureo, o disposto Displicente, se colocou em frente do assunto

- Eu vou, eu irei e procurarei por Eduardo, vou traze-lo a qualquer custa, vou dar um jeito de ele volte e se torne Herdeiro. Não me importo de perder o Trono, contato que Papai seja restabelecido está bem. Seja feita a vontade de Papai


Nem esperou a reunião terminar e Erasmo finalmente decidir o que seria melhor para os filhos do Rei, conforme a Lei do Reinado estabelecia

Saiu Repentino Aureo, a procura de Eduardo
Izaque Correios, que era muito inteligente, sempre havia estudado sobre leis e as direções do Reinado, viu que a necessidade de manter o juízo de todo o povo em meio a uma aparente fraqueza do Rei, era necessário
Nunca parecia dar mesmo ouvido as Palavras do Pai, em atenção da maneira como o Pai ansiava, mas na hora do perigo e do problema eminente, o menino se levantava em juízo devidamente.

Acontece que Izaque fugia da pressão diária, de ser o Rei, de tantos estudos tinha uma ideia do quanto lhe era os ombros a responsabilidade e por isso não demonstrava tanto cuidado ou interesse pelo reinado. Não que não quisesse ser o Herdeiro sucessor, mas porque aproveitava os poucos tempos de ar leve que julgava lhe restar.

Mas o Pai não sabia que a ausência de demonstração de Interesse de Izaque era um forma de leveza em preparo, parecia claramente que ele não queria ser o Herdeiro.

- Eu tomo conta das Leis Erasmo, disse o Izaque Conde correios  - Sei do que Papai gosta e do que não gosta, sei o que posso fazer e o que não, também sei como manter o povo em segurança enquanto o Rei não volta ao seu posto

O Rei havia saído de cena por um tempo, o povo desde então estava agitado e preocupado, com uma possível guerra pela notícia.

A hora que souberem que a cidade e o Reino, não tem Rei, podem atacar. Ninguém confiava nos filhos do Rei, afinal todos eram jovens, distantes da real experiência do Reinado e nada poderia garantir que pudessem fazer, numa possível guerra contra todo o povo.

O Reino e as nações vizinhas temiam um grande ataque contra o Rei, poderia ser o fim da Terra e o fim de suas posses
Erasmo não podia negar, quem mais bem preparado poderia tomar a direção do Reino, enquanto o Rei estava doente ?
O próprio Rei havia insistido na preparado de Izaque, ensinando os segredos maiores do Reino! Era a evidencia de que o Rei desejava de alguma forma que Izaque reinasse

- Tudo bem Izaque, mas veja lá, não vá se distrair!, disse Erasmo – Agora já não é um treinamento você está lidando com pessoas e o povo em real

- Esta bem Sr, cumprirei suas ordens
Disse o jovem se retirando para a sala de Reuniões do Estado, os planos de continuidade, e manutenção de alimento, recursos para a Batalha contra os oportunistas de ocasião, melhoria dos armamentos de guerra e os planos de ação futura. Se o Rei não voltasse, ele deveria reforçar o seu preparo.

- Não esqueça, disse Erasmo – De que a guarda tem que ser reforçada

Olhou para Kristersen Inocente, sempre calado e Fiel – Vá então Kristersen, tome cuidado para cuidar de tudo conforme seu Pai te ensinou e guarde todo o cuidado da Cidade
Assim foi o filho Fiel, escalado aos chefe da Guarda, para proteger, e observar se havia algum inimigo a distancia. Cuidava ele de toda a equipe de sentinela para observar se tudo corria bem ao redor de todo o Reino e nações vizinhas.
Cada filho se foi a seu posto, ficou o Consciente Renegado, que não podia fazer nada pelo reúno por causa de sua saúde debilitada, mas uma coisa podia fazer ao Pai
Acompanha-lo dia a dia, e dar-lhe carinho cuidadoso, quando lhe fosse necessário

De certa forma, lá no Coração do Filho Renegado e Consciente, ele se sentia um pouco feliz, porque agora tinha um pouquinho mais da atenção do Pai, e fazer alguma coisa que realmente o fizesse sentir útil ao Pai e algo de muita importância.

- Se eu cuidar dele com muito carinho, talvez possa voltar... pensou Regis Aparecido

Observando a grande importância de ser um Herói para seu Pai o Rei, em tempos de dificuldade

- Não posso ir à guerra, não posso vigiar a cavalaria, não posso dominar as leis todas, mas posso trazer saúde e cura ao Rei, ao meu Pai, em tempo de aparente dor. Pensou o filho que já havia negado o trono.

Todos em busca de Eduardo, em busca da saúde do Rei e da vida do Reino.

Tinha ele idade de viver sozinho, tinha ele força de seguir suas próprias decisões, tinha ele sabedoria para confiar nos ensinamentos do Pai, guardava ele com muito carinhos as mais cuidadosas instruções


Mas a questão não era como ele já sabia viver, mas como  o seu coração estava. Ferido? Decepcionado ? Angustiado?... ou bem ?

Só de pensar nisso, o Rei não comia direito, não descansava direito, nada lhe fazia esquecer a culpa que colocava sobre si.  Se tivesse esperado no Palácio, Eduardo não teria se ido assim.

Os dias foram passando, cada um nos seus postos e não havia sinal de Eduardo, então o Rei percebeu que estava doente, talvez se quisesse mesmo saber o que havia acontecido, deveria agir para que sua saúde estivesse bem, até esperar melhores notícias.

Começou a dar mais atenção aos convites de Aparecido Renegado, quando o convidava pra pescar, pra conversar, pra um lanche da tarde, ou um cafezinho ao ar livre na manhã...
O Rei começou a fazer coisas comuns, naturais que todo o cidadão do reino fazia, sem a pressão do Governo
Plantava Flores, Fazia cerca em seu Jardim favorito, criava patinhos e cisnes enquanto dava a atenção que tanto queria prestar a Regis seu primogênito, gostava de abelhas também e de ver as águias

Tanto que queria um tempo assim, julgava ser apenas quando o trono fosse de outro Herdeiro, mas ali estava com seu filho e com o seu momento de ser humano comum, natural.
Se Eduardo não voltar, ficaria ali, vivendo o seu dia a dia.
Ouviu –se de que talvez Eduardo tivesse buscando um outro Reino, talvez se casado e vivendo bem a distância. Seria verdade? Não se sabe.

O que se sabe é que o Rei estava começando a viver.  A vida que talvez tanto queria.

Regis, registrava todo o momento inesquecível com o Pai, se sentia até melhor pela atenção que tivera, perdoara até as vezes que o Pai esqueceu de lhe abraçar, conversar e olhar. Parecia que não tinha mais nenhuma doença de tão feliz que vivia.
Só o destino Poderoso do Arquiteto, sabia o que poderia ser, o Rei contava com a amizade e lealdade de todos para saber o que se passava com Eduardo.

Uma coisa era evidente, se fora. Se fora disposto a abandonar o Reino. Todos aguardavam consolo, força para seguir.




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Bob Fitts: I Will Bow to You